Os
índios Patos (Carijós), parentes dos Guaranis, foram os habitantes
primitivos do entorno da maior lagoa brasileira, ligação entre
Porto Alegre e o Oceano Atlântico.
Em
1752, os primeiros açorianos que colonizaram Porto Alegre
desembarcaram às margens da Laguna dos Patos e do Rio Guaíba,
chegando em uma região que se destacava pelos seus enormes morros de
pedras, ilhas, baías, praias e mata nativa, este local era chamado
pelos índios Guaranis de ITAPUÃ, que traduzindo significa ponta de
pedra, ITA de Ponta e PUÃ de Pedra.
Com
a invasão da cidade de Rio Grande pelos espanhóis em 1763, a
Capital da província de São Pedro do Sul (atual Rio Grande do Sul)
foi transferida para Viamão, cujo porto daria origem à cidade de
Porto Alegre. Desde então, com o advento da navegação, a lagoa dos
Patos se transformou num movimentado corredor de transporte na
região.
Para
sinalizar o ponto onde o rio Guaíba encontra a lagoa, foi inaugurado
em 1 de março de 1860 um farol, projetado pelo Tenente Coronel
Jardim e executado pela comissão militar de engenharia da província.
Na ponta de Itapuã, existiu também um forte erguido durante a
guerra dos Farrapos (20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845).
A
torre do
farol tem a forma octogonal,
construído
em
de alvenaria, tem 13 metros de altura e se levanta do centro da casa
dos faroleiros. Seu equipamento luminoso era de luz fixa com alcance
de 12 milhas, foi
substituído
em 1904 por um de
maior alcance.
Os
faroleiros foram dispensados em 1926 quando o farol passou a
funcionar automaticamente com equipamentos a
gás acetileno. Atualmente dispõe de lanterna de acrílico
alimentada por energia solar.
Tendo
em vista estar localizado dentro do Parque Estadual de Itapuã, uma
área de preservação ambiental, o farol está fechado a visitação
pública e somente pode ser apreciado a distância ou através de
passeios de barcos.
Fonte
base: faróis brasileiros
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